18 de jun de 2011

Patologia

Perdi-me em mim mesma
Num dia que não existiu
Como um acidente do qual não posso lembrar
Por ter batido fortemente com a cabeça em algum lugar

O mundo em sua pior face
Foi o que me atingiu ferozmente
Instalando uma chaga em minha mente
Uma patologia inscrita em mim

Um vácuo proposital em minhas têmporas
Agravado pela pressão que não havia de ser
Enforcando minha existência tênue
Com as mãos carinhosamente dolorosas de meus pais

4 comentários:

Ciço .Poeta disse...

Muito bom poema, gostei muito do seu jeito de escrever, meus parabens!

Boas inspirações, até.

AMAR É VIDA disse...

Oi minha Belinha. Gostei do seu poema muito profundo. Desconhecia esse lado poético da minha neta Parabens. Bjos. Vovó Nancy

Barbara Fiedler disse...

Olá Bela! Você lembra que a um tempo atrás você visitou e comentou no jardim das hespérides? Então, estou revisando e renovando o Jardim e coloquei seu link lá no meu Blog e também estou seguindo aqui! Conto com sua preseça lá!

Abraços,
http://jardim-das-hesperides.blogspot.com

Leonardo I disse...

Que surpresa boa visitar esse blog após alguns anos desde seu contato através do meu blog. Profundo e contagiante. Vou ler e reler pois esse texto me motiva a refletir. Parabéns.